domingo, 2 de julho de 2017

made of paper





Todas as janelas foram fechadas e passei a ocupar o buraco do coelho branco. Ou apenas um buraco comum se você for cético.

A maior parte dos meus dias é completamente desinteressante e no final das férias não terei uma história para contar.     Mas com certeza irei ouvir algumas quando voltar ao colégio, onde tudo é fantasioso e tem gosto de lágrimas. Bebidas, festas e talvez algumas drogas para deixar tudo "cool"... Mas eu não, porque não fui feita no mesmo molde que eles. M acha que isso é bom, que eu sou alguém que se parece com realidade e não uma cópia de um personagem de filme adolescente. E eu acho deprimente.

Então eu estudo. Ouvi dizer que uma vaga na universidade compensa mais do que grupos de convívio social.



6 comentários:

  1. Você na toca. Eu na bolha.

    Espero que o coelho não te leve para aquele lugar...

    Eu também me considero uma Alice

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  2. Em retrocírculos de psicotrilhas, nossas de autovítimas pseudovidas.
    GK

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  3. Com certeza a vaga na universidade está valendo.
    Essas pessoas precisam ser estudadas, viagens, histórias mirabolantes, eu também ouvia, e também nunca tinha nada pra contar. No último ano isso já nem incomodava tanto...

    Ami eu sinto tanta falta de escrever...

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  4. Ami, quanto tempo ...
    Espero que coelho não leve você para o buraco. Afinal nunca se sabe o que se pode encontrar lá.

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  5. Costumava achar essas histórias dos meus colegas meio babacas. Mas essa era eu adolescente me sentindo a rainha da cocada preta e cometendo outros cem tipos de erros. Se vc quiser histórias mirabolantes você pode. Se você quiser a vaga na universidade você pode. Até se você quiser as duas coisas você também pode. Somos muito menos limitados do que nossa mente nos faz crer. Conheci de perto pessoas que eu considerava num patamar inalcançável para mim e vi que elas não tinham nada de sobrenatural..na verdade sempre foi alcançável, era só eu perceber e me dedicar, sem pressões de tempo e sem comparaçoes com os outros.
    (O que infelizmente percebi também é que nada é tão grandioso e fantástico depois que cai esse véu de inacessibilidade).

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