terça-feira, 18 de julho de 2017

.


É o tipo de coisa que você espera as crianças dormirem para dizer a si mesmo.

Não foi uma surpresa pois quando pessoas morrem sempre fazem questão de dizer a você. Mas ninguém morreu e tinha certeza de que ele estava lá, em algum lugar.

Ontem eu simplesmente parei de responder as mensagens de J (meu primo), não tinha necessidade de saber sobre ele. Não me importo. Não quero.

Porque eu tinha sete anos e ele era um adolescente curioso, estávamos sozinhos. Ele disse que era um jogo, não foi divertido. Eu sei que você colocou suas mãos em mim. O que ele fez.

Eu ainda me lembro do que você fez com as mãos, garoto.

×××

Mais uma vez, desejando que o gosto amargo das lembranças se vá.




3 comentários: