quinta-feira, 20 de julho de 2017

Hey Hey Hey




Já disse aos meus livros e aos meus fones de ouvido!
Mas .... Feliz dia do amigo para vocês também...!

:)

terça-feira, 18 de julho de 2017

.


É o tipo de coisa que você espera as crianças dormirem para dizer a si mesmo.

Não foi uma surpresa pois quando pessoas morrem sempre fazem questão de dizer a você. Mas ninguém morreu e tinha certeza de que ele estava lá, em algum lugar.

Ontem eu simplesmente parei de responder as mensagens de J (meu primo), não tinha necessidade de saber sobre ele. Não me importo. Não quero.

Porque eu tinha sete anos e ele era um adolescente curioso, estávamos sozinhos. Ele disse que era um jogo, não foi divertido. Eu sei que você colocou suas mãos em mim. O que ele fez.

Eu ainda me lembro do que você fez com as mãos, garoto.

×××

Mais uma vez, desejando que o gosto amargo das lembranças se vá.




sexta-feira, 14 de julho de 2017

call to the cops




Ele está longe e às vezes eu procuro conforto num fantasma frio e prateado que não me deixa com nada além de uma dor - suportável. Isso parece machucar muito mais a M do que a mim mesma. Sou uma menina má, e roubei um pouco de desodorante do mercado só pra sentir o cheiro dele, M é irresistível. Old spice, lenha, na manga da minha blusa. Descendo no ramo da mediocridade.

[∞]

Eu sou mesmo uma menina má, com fixação em remédios. Piorou hoje. Mas apenas olho para as caixas. Porque sei que contam cada pílula e é impossível pegar como antes. Também não posso decepcionar meus espectadores. Estão sempre lá.

Se você fizer silêncio e reparar nos cantos escuros poderá ver os olhos que te observam através...




Shhhhh...


terça-feira, 11 de julho de 2017

Crise existencial 3..2...1...





O bebê foi rejeitado por um tempo porque ela era o subproduto de um erro, um grande erro entre jovens aleatórios copulando apenas por diversão.

Mais tarde, alguém traçou o meu destino dizendo sobre um futuro "brilhante". Roubaram minha liberdade de ser qualquer outra coisa e quando finalmente percebi isso as lâminas brilharam para mim. Porém, há um resto de autocontrole me impedindo de fazer novamente, até quando?



É estranho quando dizem "inteligente" ou quais quer outras qualidades que eu -supostamente - tenho. A minha visão é claramente outra e me sinto como um personagem qualquer. Atuando.

Vazio.


Quem você acha que vive aqui? 
Qual de vocês é real? 

***

Obrigada por desejar, talvez eu esteja bem amanhã.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

time. time. time. is too late.




Eu me perdi completamente, foram oito dias.

O que eu poderia dizer?
O que eu poderia dizer?
O que eu poderia dizer?

Loop.

É o passado, e eu me prendo em memórias aleatórias e diálogos esquecidos. Coisas que eu não disse. Eu deveria. Indo e voltando. Meus lábios mexeram quanto a minha mente estava completamente imersa, eu não percebi. Eles sim, e tive que aguentar as piadas sobre amigos imaginários..."Família".

Passado.


No agora, está frio.
Meias são importantes, você pode não perceber isso. 


É difícil viver no presente. 

domingo, 2 de julho de 2017

made of paper





Todas as janelas foram fechadas e passei a ocupar o buraco do coelho branco. Ou apenas um buraco comum se você for cético.

A maior parte dos meus dias é completamente desinteressante e no final das férias não terei uma história para contar.     Mas com certeza irei ouvir algumas quando voltar ao colégio, onde tudo é fantasioso e tem gosto de lágrimas. Bebidas, festas e talvez algumas drogas para deixar tudo "cool"... Mas eu não, porque não fui feita no mesmo molde que eles. M acha que isso é bom, que eu sou alguém que se parece com realidade e não uma cópia de um personagem de filme adolescente. E eu acho deprimente.

Então eu estudo. Ouvi dizer que uma vaga na universidade compensa mais do que grupos de convívio social.



terça-feira, 27 de junho de 2017

Outras Notas



Algumas coisas guardadas no fundo da gaveta pra vocês. 
:)


***


26/6
O zumbido estático da televisão pairava sobre o quarto e tive que tirar da tomada para desligar. Eu perdi o controle. Bulimia não combina com os tons do banheiro, mas o sabonete com cheiro de flor é uma saída irresistível. Na realidade isso é sujo e se M soubesse teria nojo. Ainda choro durante a noite, mas pela manhã continuo a recolher meus pedaços.

Há algo queimando em mim. Meu café da manhã foi uma capsula de vitamina e há algumas fotos em meu celular. Thinspirations ainda me trazem uma sensação de segurança genérica, e deixam a porta entreaberta para o que quer que seja entrar. Eu preciso sair de cima do muro, e preciso fazer mais um milhão de coisas. A minha lista de prioridades muda todos os dias, não sei como algumas pessoas aqui por perto acham que sabem sobre mim...
Okay...

***
16/6
 Faltei a aula de xadrez para sair com M no dia dos namorados e foi realmente fofo quando ele se ajoelhou e entregou um anel prateado, embora eu já desconfiasse que isso fosse acontecer haha! Também tomamos sorvete e ele me comprou muitos chocolates mesmo eu dizendo que não.
 Fiquei gorda.gorda.gorda e... feliz.

***
23/06
A dualidade das férias me capturou e todo o desconforto que provavelmente -com certeza-  teria com os seres da minha escola será compensada por alguma outra coisa.
Sem duvidas 2017 foi o ano do "elimine pessoas inúteis da sua vida" [insira um nome aqui]. A lista é enorme, porque não vejo necessidade em interagir com pessoas que não mexem o traseiro para dizer ao menos Olá mas ficam irritadas por você não "babar o ovo" delas. Só uma coisa... Não vou e não sou obrigada a nada.


Beijo♥

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A verdade.





A cor do meu cabelo não é interessante e eu nunca fiz uma apresentação decente. Não há rótulos para mim, há apenas café e a mesma mistura de pensamentos instáveis transbordando para fora da minha caneca. E tudo está bem, mas apenas até o último gole deste veneno. O espaço entre minhas pernas está sumindo, e eu estou indo junto a ele. Mas talvez eu esteja no caminho certo para a cura... é tudo tão difícil... É... O inferno. Sem eufemismo. Ossos sumindo e números subindo. Eu moro naquela linha, entre o sim e o não, o certo e o errado. Vou sempre viver nessa dúvida.

Comer. Sim, estou falando disso. É sempre sobre isso, não é? Faz algum tempo que meu universo gira em torno. Eu virei poeira estelar porque a anorexia me despedaçou, milhões de pedaços.  E agora, ser completa é diferente, meu cabelo não cai tanto e minhas unhas estão grandes.


Eles te dizem que é bom ser magra.
Mas não te dizem como é bom ser feliz.

***

Vou contar sobre o tempo que estive fora no próximo post.
Obrigada.




sábado, 3 de junho de 2017

The Room three




Existe um problema em não falar. Aquelas conversas ficam se repetindo em minha mente. São como finais alternativos daqueles diálogos falhos, com pessoas com quem sou obrigada a olhar na face. Discutir é cansativo e qualquer deslize é terrível. Como naqueles jogos de computador, precisamos dar resposta certa. Sei que qualquer coisa fora do planejado me traria ao desastre porque eu sou robô gentil que tem medo de quebrar. Sou a porcelana dentro de um molde.

***



"Você gosta muito de enigmas, e tenho um último, que te manterá ocupado pela eternidade; 

Você sabe a diferença entre um labirinto e uma prisão? 

Como posso esperar que responda se  você não sabe sequer a diferença entre uma sala e uma prisão?" 



Eu estava jogando para me distrair de tudo. Mas isso apareceu no meu monitor, no jogo...e  levará um tempo para que eu consiga dormir hoje.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

MISSING






Todos estão indo embora. Talvez seja uma época difícil, ou... estejam apenas cansados.  Eu não sei. As histórias estão sem um final porque as pequenas borboletas batem as asas de nem ao menos dizer um adeus. Tudo é eterno e as palavras terão significado até que meus olhos tenham força para lê-las... Será que vocês já se cansaram?

Então tudo irá mudar. Mas irei continuar aqui.
Espero que vocês também.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Paranoid Android







Quando acordo, minhas coisas não estão no lugar em que deixei; é o suficiente para me deixar paranóica. Meu celular, meu papéis, minha vida. Não está no lugar, nunca está.

Eu cortei o cabelo e o blog foi fechado, tudo para evitar esses ciclos infinitos em minha vida. Fiz coisas que boas garotas não fazem, mas correr para lados aleatórios jamais me faria sair deste labirinto. Então deixei que ele colocasse seus braços em volta de mim só para sentir o coração dele bater. M diz que tudo vai ficar bem e eu acredito, de verdade, apesar de que em algumas horas aquilo volta e eu... eu sinto como se meus cabelos estivessem grandes de novo, meu copo vazio de novo e como se estivesse vivendo aquele inferno... de novo.

Não agora. Porque os fantasmas não podem te pegar debaixo dos cobertores, então estaremos seguros até que o dia amanheça.
Sinto falta de todos vocês aqui.


Sinto sua falta também Athena.

Me desculpem.

sábado, 15 de abril de 2017

***



***

Verdade.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

No escape.




Eu tinha pensamentos que congelaram em uma utopia de redenção. "Se acham que você é uma boa garota, não há motivo para ser alguém diferente disso". Só que não posso, toda aquela comida vem e eu... Simplesmente não posso mais. É como ler Winter girls uma outra vez... Elijah sempre irá partir e eu sempre irei voltar para este transtorno idiota. O mesmo final. Eternamente.

Se vamos continuar com isso... Quarenta nove não é mais algo aceitável.
Novo plano.
Novas regras.

***


Hora de visitar vocês ;)

sábado, 1 de abril de 2017

Cut my soul



Minha cabeça dói e meu cérebro parece derreter. A dor é a única coisa que me impede de fechar os olhos novamente, da última vez (ontem) foram por dezesseis horas, de corpo e alma inteiramente mórbidos. É um crime, ninguém deveria ser tão interno desses colchões.

Já faz um tempo que não me corto mas mesmo assim... Mesmo assim, ela ralhou comigo porque meu corpo não foi mapeado corretamente. Minha "mãe" reparou uma cicatriz antiga que não tinha visto e deixou em aberto nossa discussão. É o primeiro dia do mês e tudo foi inciado com o discurso de sempre como se ela seguisse um tutorial genérico de " como perturbar pessoas". Evito falar sobre isso, sobre muita coisa na realidade e algumas pessoas se sentem estranhamente atraídas por esse silêncio. Às vezes eu tenho medo algumas pessoas.


Mas para vocês jamais pouparia palavras, e nem para M. Ele sabe praticamente tudo sobre séries, filmes, super-heróis. Nenhum de nós tinha amigos então ele passou tempo demais assistindo TV, e eu com meus fones de ouvido. Era o início dos nossos vícios contraditórios.


Eu queria pedir um comprimido para dor de cabeça, mas depois daquela noite no hospital... Falar sobre remédios com qualquer pessoa me deixa envergonhada.

domingo, 26 de março de 2017

I'm going back to my roots


Não era a pior das intenções mas aquelas palavras me afetaram muito e os fones estão em algum lugar que não lembro. Isso me deixou um pouco mais triste esta manhã.

Dez dias naquele estado quase que cataléptico. Cheiro de frio se torna familiar e as cobertas quentes devoram meu corpo, puxando para o fundo. Eu me agarro nessas certezas artificiais, apenas por acomodação. Aliás, a bulimia me foi bastante cômoda por tempos, mãos que secam minhas lagrimas e percorrem por minha garganta. Tudo acontece, uma questão de segundos para dilacerar meu estômago e consequentemente aquele recorde de que me orgulhava tanto. "Um mês e 2 dias sem bulimia". Sou a bela duma farsa.

Mas aceito sugestões de músicas. Irei roubar os fones de alguém e ouvir tudo com carinho. Espero qualquer coisa para sair deste buraco emocional.




quinta-feira, 16 de março de 2017

Not a mermaid


Quando tinha 11 anos, eu escrevi uma carta dizendo o quanto gostaria de pegar uma caneta, furar meu pescoço e sangrar até a morte. Gritaram dizendo que garotinhas jamais deveriam pensar coisas como essa, fui proibida. Hoje vi um lago bonito pela janela do carro, algo me fez querer adormecer debaixo dele.


Eu estava indo para um aniversário. Refrigerante. A água daquele lago preenchia meus pulmões, a cada gole. Foi terrível. Então a culpa me fez recusar um segundo pedaço de bolo, o anfitrião da festa expressou sua cólera. Palavras tão afiadas como facas.
"Você não pode ficar mais gorda do que já está. Coma."

"Não, obrigada."


Eu preciso mesmo recusar todas as vezes?
Os dias viraram loops infinitos.


***

Mad Wold era à única que conhecia do Tears for Fears. 
Pale Shelter é realmente lindíssima. Não conheço toda a letra, mas meus lábios  insistem em se mover. "You don't give me love"
Obrigada GK. 

sábado, 11 de março de 2017

a bad man yelled at me


 Eu já estive aqui antes.

No presente. Onde tudo é preto e branco. Fones de ouvido são melhores amigos, não podemos colocar os pés no chão.

No crepúsculo da manhã deixei tudo de lado. Eu não sei porque escrevo quando quero me calar.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Maybe


Se passaram três dias. Lacunas em memórias despedaçadas.

***

Sempre haviam pessoas ao redor dele. Aquele tipo de pessoa engraçada. Mas éramos opostos e chegamos perto demais. Uma colisão terrível, por dois ou três anos... Todos os dias. Infinito.


Então M quebrou a perna. Futebol é um esporte perigoso, tanto quanto o olhar dele. De repente não haviam amigos nem nada, só havia uma cama e ele ficaria nela por muito tempo.

Eram mensagens ocasionais, eu lhe contava sobre como as pessoas da nossa classe estavam e coisas nada importantes. Isso lhe alegrou. Então continuamos. E depois mais um pouco.

O foco sempre muda, chegamos nas histórias. Aquelas sobre as coisas que nunca contamos para ninguém. Falamos demais. Ele me contou sobre vidas de baixo de um teto com agressão e alcoolismo e eu lhe mostrei as cicatrizes no meu quadril. Ele me contou sobre o amor, e eu lhe disse sobre os fantasmas da biblioteca.


Três meses depois lhe fiz uma visita. Eu deveria ter entregado a ele uma lista sobre os trabalhos escolares. Só.
 Mas deixei que o rosto dele se aproximasse o suficiente....
***

Um tempo depois M já estava recuperado, voltou com chocolates e um pedido especial. Eu disse "talvez". E agora ele gosta de colocar sua mão sob a minha.

×××







A única palavra que me vem a mente é "Piegas".
:)

segunda-feira, 6 de março de 2017

The End of the Lies




"Eu quero ser só seu amigo"



Talvez vocês não se lembrem. Faz muito tempo que falei sobre aquele menino. "O garoto da biblioteca". Eu costumava conversar bastante com ele há um ano. Depois de algumas cartas e um pouco de contato labial as coisas pareciam ir bem... Mas, não. Dias depois aquela mensagem chegou e me senti ridícula com aquelas palavras piscando no visor. "Eu quero ser só seu amigo".

É claro que eu tentei buscar alguma justificativa mas nunca me senti tão invisível. Foi quando ele mirou nos meu olhos e deu ombros que realmente entendi. "Eu não quero mais nada de você". Sim, eu entendi. Sem qualquer expressão ou palavra. Entendi.


Acho que era remorso. Aquele pedido chulo de desculpas em uma única e simples mensagem, não eram nem 9 palavras. Ou nas vezes que ele sussurrou um oi ou olá pelos cantos... Ignorado. Eu fiz isso por que realmente gostaria que ele se fodesse esquecesse disso. Como eu quis esquecer.

Nos encontramos no corredor esta manhã e fomos o que nunca devíamos ter deixado de ser um para o outro. Estranhos.

***

Existe alguém aqui. M.
Uma longa história, para um próximo post.


domingo, 5 de março de 2017

JOKE


Eu tenho três vestidos, agora. Antes eram dois.

O primeiro é preto. Digno de um enterro.
O segundo também. Mas as margaridas brancas estampadas neste o fazem parecer um pouco mais humilde. Ainda lembra um enterro.

O último ganhei ontem, é marrom e tem algumas flores coloridas. Segundo a moça, "ele é pequeno demais e na menina magra deve servir". Ganhar coisas é uma vantagem de ter um peso abaixo do das outras  pessoas, hoje eu ganhei um doce da dona da padaria, "você está ficando magra"(😂).

Agora eu tenho três vestidos, mas ainda não sou magra.




sexta-feira, 3 de março de 2017

the cake is a lie


As mãos trêmulas não rendem mais do que breves notas na contracapa do meu caderno. Aquela mania me perturba e eu continuo lá, em minha realidade à parte, repetindo os diálogos que não são meus, sentindo a culpa de estranhos, esquecida entre vozes desconhecidas.

Ami.

Criei essa pessoa porque não havia ninguém que eu pudesse ser. A minha mente confusa cria coisas todo o tempo, quanto mais longe estou, para mais longe desejo fugir. Ele me abraça e diz que tudo irá ficar bem, isso é real? E eu? A fome era minha única certeza. Eu a matei.

Fomos longe demais nessa mentira inventada.









quarta-feira, 1 de março de 2017

I need Sleep


 O último lugar. Portas fechadas. Silêncio.
Gosto disso, nunca me foi um problema. Eu sei que soa antiquado, às vezes agradeço ao fato de poder fechar os olhos para certas coisas. Dentro de minha mente, uma zona de conforto interminável.

Algumas mãos me puxam para a realidade, e devo aceitar que às frases dirigidas a mim são sempre imperativas. Não há gentileza. Eu odeio esse lugar, odeio tudo que me prende.

Mas amanhã é um novo dia. Eu fecho meus olhos na esperança de ver algo bonito de novo.

Tenham uma boa noite.

U.U

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

About your blood


Um pedaço de papel caiu dos livros dele. Era um desenho da nossa família que meu irmão de 4 anos fez na escola. Tinha minha mãe, meu padrasto, minha irmã e eu. Diferente dos outros, eu estava desenhada no fundo, perto de uma árvore, separada dos outros. Isso deixou um gosto estanho em minha boca.

Não me importo. Nunca me senti parte desta "família", um termo que exclui do meu dicionário. Nada bom pode sair daqui, não para mim.



Água com limão, uma bala de gengibre (20 kcal) e um comprimido. Ainda tenho aquele gosto estranho em meus lábios, quem sabe se eu fizer exercícios não me sinta um pouco melhor.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Bad Things




Meu computador quebrou e está tudo uma bagunça. Eu voltei mais uma vez para maldito circulo vicioso da comida. "Como por que estou triste. Estou triste por que como." Meu peso não subiu muito mas a vontade é de tomar todos os remédios até isso ir embora.

Na verdade eu preciso ir a farmácia novamente por que uma "amiga" roubou o restante do meu Franol para tentar suicídio. Fiquei realmente furiosa com isso, só que no final das contas eu não pude fazer muita coisa, eu a entendo.
 Entendo o quão é ruim se sentir vivo.
 Entendo o quão é ruim não ser a pessoa que deveríamos ser.
 Entendo o quão é ruim ser machucado por alguém a ponto de ter pesadelos.
 Entendo.

Ela voltou do hospital, nos sentamos no chão e jogamos baralho, bebendo a cerveja de má qualidade do pai dela. Eu a fiz esquecer dos pensamentos ruins, mas, talvez no fundo, eu só quisesse esquecer os meus.



Eu pretendendo atualizar o blog todos os dias, ou pelo menos com mais frequência daqui em diante. Um abraço sincero para quem entende. Eu ainda não desisti.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Again







Acho que me afastei dele. O T.A. me distanciou de todos para falar a verdade. Sinto que não posso pedir ajuda, não consigo. Nem a ele, nem a um psicólogo; ninguém. Todos fingem que nada aconteceu, e eu aprendi a sorrir para afastar olhares. Alguns comprimidos foram suficientes para conter meu eu "doente". Me perco entres as teias porque efeitos colaterais não me assustam.

Há alguns dias meu peso era monstruoso. 51,3 Kg.

Vi a balança marcar 48,7 pela manhã. Mas o espelho só mostra toneladas de gordura vazando por meu corpo. Isso me deixa tão enjoada quanto o Franol, e, não é necessariamente uma coisa ruim. Eu creio que posso lidar com a ansiedade, a vertigem e qualquer outra coisa se obtiver resultados. Quero tirar fotos.
Mas ainda não é bom o suficiente.




Estou indo visitar vocês.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Sick all this.






 Alguns garotos que passavam pela rua me cantaram,; não seria tão ridículo se uma "amiga" não dissesse:"ainda bem que você não está tão magra como antes. Assim tá bonito e aqueles caras ali já perceberam". Eu realmente quis morrer com aquilo. Assédio é nojento. E meu peso é uma piada.

Anti céptico bucal não é capaz de lavar minha alma. Me sinto suja e "psicologicamente fodida*" demais pra subir em uma balança. Engordei, é visível. Tudo começou a desandar e estou surtando com isso. Decidi ir ao psicólogo, só que não sei se é a escolha certa. Eu não sei o que está acontecendo. Há muitas nuvens no céu, mas a chuva cai pelos meus olhos.


* Perdoem me por eventuais palavrões.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Part of Me




Eu queria comer. Juro. Mas tudo parece ter gosto de papel. Não existe mais satisfação em se alimentar; todas às vezes que tento colocar as mãos na geladeira ela só me deixa pegar aquela maldita garrafa de água. Não há nada que eu possa fazer, a malvada Ami está me deixando morrer lentamente. De fome.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Weird*






 Geralmente é depois de muitos erros é que aprendemos a fracassar melhor(de um jeito diferente). Hoje acordei inteira, não em pedaços. Eu olho pras cicatrizes e vejo tudo aquilo que está escondido em meu interior. Mas estou feliz que sejam apenas cicatrizes, não cortes.

Acho que devo minha sanidade a música, ou pelo menos o que sobrou dela. É o que eu ouço quando não estou em frente ao espelho, ou em algum lugar da internet; vulgo algum blog Ana/Mia de nove ou dez anos atrás. Eu passo a noite revirando o passado de estranhos e é engraçado como algumas coisas são tão familiares. Parece que eu achei mesmo o conforto, distante, nas palavras de estranhos. Obrigada pela dica.

Meu corpo ainda tentar roubar o controle, mas está tudo indo bem. Estranhamente bem. Eu deveria desconfiar ?

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

You aren't who should be







Não suportei. Estava muito mal para comparecer na consulta, ou pelo menos disse que estava. Mais uma vez, remarcada. É claro que não ficou por isso mesmo, as pessoas por aqui fizeram questão de transformar meus dias num verdadeiro inferno. Tantas discussões e a verdade exposta, nada de desconhecido mas mesmo assim doeu, sem um pingo de eufemismo. Indo além dos clássicos "…eu não sei mais o que fazer" ou "…você não é como deveria ser", meu padrasto vociferou "...você está estragando tudo[…]" enquando eu estava segurar aquelas lágrimas. É verdade, é só o que sei fazer, grande descoberta essa! Talvez eu devesse estar magoada só que não sinto nada, nem sei como me sentir. Presa na redoma da Ana. Esse é meu castelo, essa é minha prisão.



Não comi muito mas induzi vômito algumas vezes. Quero arrastar um esse corpo morto pra fazer algum exercício mas teria ódio de dar satisfações do por quê pra eles. Talvez eu seja mais uma das bonequinhas transtornadas que se ocultam em quartos escuros e utilizam pseudônimos agradáveis. Tento me manter sempre sobre a claridade do meu monitor, porque quando as luzes apagam.... Coisas ruins acontecem.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Just a smile




Medíocre é uma palavra interessante. Me disseram isso uma vez e soou tão verdadeiro que é impossível sair de contexto. É exatamente como eu me sinto. Medíocre. E agora preciso lidar com a culpa de ter fracassado nas festas de fim de ano. Nada pra dizer, foi fácil ignorar  todas aquelas pessoas depois de uns copos de vodka. Mas talvez eu esteja cansada de acordar de ressaca. As bebidas estão acabando. As férias também.

Justo quando prometi não olhar para trás me vejo fazendo o caminho inverso. Todas aquelas noites, as mentiras... Talvez elas não fossem tão ruins assim. Mentir-mentir-enganar-sorrir. Lição aprendida.

Graças a minha incrível habilidade de adiar compromissos a  consulta com o psicólogo em dezembro havia sido remarcada para um mês depois. É dia sete agora, e eu me sinto desconfortável. Pensar sobre isso só me faz sentir medíocre.

Ótimo.