domingo, 25 de dezembro de 2016

É natal....

Me tirem daqui...


Por favor.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

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Parece que alguém iria se casar, por isso fomos a um jantar em um daqueles restaurantes. A verdade é que sempre estão se casando. Sempre há novas pessoas tentando preencher o vazio da solidão com alguém que provavelmente nem conhecem. E todas as vezes que se arranjam eu sou arrastada para esses lugares.
A maior parte do meu prato se constituía de coisas saudáveis, só que até a salada parecia gordurosa e calórica. Aquilo se esgueirou pela minha garganta e sujou meu interior. Foi realmente nojento.

Havia uma garota na mesa ao lado. Grandes cabelos negros, pele pálida e um prato vazio. Ela me observou, a cada garfada, fixamente. Foi inteiramente desconfortável e mais ainda quando disseram sobre as mesas ao nosso redor estarem vazias. A minha mente anda pregando peças mais uma vez. Aquele tipo de loucura paranóica que você adquire depois de um tempo com o transtorno. Ótimo.

É bom se sentir no controle depois dessas situações. Como se nada pudesse parar me. Pelo menos uma vez não há dúvidas de que o vazio é realmente forte. Apenas devo continuar esse processo.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

The rules of the king





Eu não sou nada estável, visto que acordei diversas vezes no meio da noite achando que tinha comido demais. Não é legal quando minha mente me faz ter esse tipo de delírio. Não é legal quando garotas tem medo. Talvez esse asco com a comida nem seja algo tão ruim.

São muitas regras para me manter na linha mas ainda há tanta confusão que nem um par de óculos de grau me faria enxergar um palmo a frente do nariz. Continuo, desejando olhar no espelho e ver a serenidade no olhar de quem não estragou toda a dieta. Parece mais fácil quando se presta atenção apenas nas thinspirations tamanho zero. Eu  sei que vou ser aquela garota. É uma questão de tempo. Uma questão de esforço - que claramente não irei poupar nenhum.

Hoje eu descobri que chicletes sem açúcar e execícios realmente fazem diferença.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Hear me now...




É difícil ser você mesmo sem os remédios. Estar "bem" não me deixa bem de verdade. Eu sou a dor, o silêcio. No final ela é a única que pode me ouvir. Estou dando minha alma por esse transtorno. Eu queimarei no inferno por isso.

Comi pizza ontem e entre os risos falsos e as piadas sujas eu me decidia sobre devolver tudo aquilo. Não fiz. Deveria. Queria. Fraca. Não fiz. As coisas não melhoram, ela só me faz chorar e ninguém percebe. Me fizeram elogios, sobre ser assim tão silenciosa e contida.   Eles não sabem que pessoas silenciosas demais tem muito barulho em suas cabeças.

Apenas mais uma semana de aula e acho que vou voltar pro exílio, o único plano para esses últimos dias é restringir. Restringir. Restringir. Restringir. Até cair dura. Ou ter um resultado satisfatório. Sem mais desculpas para Ami. Existem coisas que precisam ser feitas.