domingo, 30 de outubro de 2016

Insônia.



Eu ainda uso o mesmo jogo de palavras para não me sentir idiota. É mais uma noite sem dormir, daquelas tantas que já mencionei. Pensamentos confusos que só fazem sentido as quatro da manhã. Sem máscaras, por que não adianta dramatizar quando não há público pra assistir. 
Agora, é tarde demais. Eles marcaram muito forte sobre o meu papel, o tempo não pode mais apagar. Minha mãe sempre diz que vai me levar a um psicólogo. Se ela visse estes cortes, ela cumpriria a promessa.

Eu ainda me esforço.
Vou cumprir minhas metas, ou morrer tentando. 

:)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Look inside on my hungry eyes




Passos leves, thigh gaph. Elas são sempre assim. E eu me sinto mal por não ser como elas.

Choveu demais. Passamos o dia na sala calculando IMC e construindo gráficos. Os números em minha agenda são horríveis. Um IMC de 21,2 é nojento. Algo está errado. E eu só preciso tentar com mais vontade.

Ainda sem coragem pra subir em uma balança. Quem sabe algumas thinspirations me dêem um pouco de motivação para praticar qualquer lixo de exercício.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

When you were here before, Couldn't look you in the eye.




As palavras não me deixam mentir. São novas cores mas as mesmas letras melancólicas. Apesar de tudo, me sinto bem por finalmente conseguir realizar uma restrição no mínimo decente. Ainda não possuo estabilidade alguma para subir em uma balança, mas irei me esforçar para trazer alguns números amenos até domingo.

Esforço é uma palavra agradável, e prometi à um amigo que faria ao máximo. Promessas da madrugada. Ele finalmente fez contato, e é engraçado como ele me faz sentir muito mais próximo agora do que quando realmente nossos corpos estavam lado a lado. Distantes, conectados um ao outro dessa forma estranha, me faz lembrar um pouco de Sylwia e Dominik.


Radiohead nunca foi uma banda tão boa. "Creep" continua tocando em minha mente.


sábado, 15 de outubro de 2016

Uma garota com olhos de caleidoscópio




A sensação de fome é quase acolhedora. Muito mais forte do que da última vez, por que habituar-se ao vazio não é tão fácil quanto parece. Havia decido em começar por algo simples, mas no mesmo instante eu já queria zerar com uma dieta a base de NFS eternos. É claro que quase sempre dá errado, o que causa compulsões horríveis e consequentemente viagens repentinas até o banheiro.

É a terceira vez na semana. A quarta. Sétima. Décima. Quem se importa? A chuva desaba sobre as almas desesperadas e subitamente nada mais tem valor. O objetivo continua. Dizem que dietilamida não é uma solução. Mas será que queremos realmente saber como vai acabar tudo isso?

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Comeback





O relógio marca onze. Digo que está tarde, ele se despede. Uma mentira óbvia, já não existem dias ou noites pra mim.  Mas ainda há música e remédios que não foram escondidos suficientemente bem pelos seres que ditam as regras. A madrugada é  apenas mais um desvio para uma geração que não sabe sonhar.

Uma folha de horários, uma lista de metas e uma grande quantidade de frustrações  em todas as vezes que você falha. Se diz "rotina",  e é cruel já que estamos lutando todos os dias para mudar algo. Na verdade, não. Apenas ignoramos os princípios, e quanto mais o fazemos melhor.  Mantemos as quimeras escondidas nos bolsos das roupas sujas, a resmungar sobre o papel não ser branco o suficiente. Fingindo ser grandes, e ainda ficar meio mal por problemas fúteis. Coisas de adulto.

Mas é na escuridão da noite que tudo muda. Sentar na beirada da cama e acender um cigarro. Talvez algumas lágrimas, temendo pelo fantasma prateado que risca por seus pulsos. Ele te assombra e é o toque gélido da lâmina que faz perceber o quanto somos pequenos e dependentes. Pobres crianças. Eles sempre dizem; somos jovens demais para brincar de morrer.