sábado, 15 de abril de 2017

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Verdade.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

No escape.




Eu tinha pensamentos que congelaram em uma utopia de redenção. "Se acham que você é uma boa garota, não há motivo para ser alguém diferente disso". Só que não posso, toda aquela comida vem e eu... Simplesmente não posso mais. É como ler Winter girls uma outra vez... Elijah sempre irá partir e eu sempre irei voltar para este transtorno idiota. O mesmo final. Eternamente.

Se vamos continuar com isso... Quarenta nove não é mais algo aceitável.
Novo plano.
Novas regras.

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Hora de visitar vocês ;)

sábado, 1 de abril de 2017

Cut my soul



Minha cabeça dói e meu cérebro parece derreter. A dor é a única coisa que me impede de fechar os olhos novamente, da última vez (ontem) foram por dezesseis horas, de corpo e alma inteiramente mórbidos. É um crime, ninguém deveria ser tão interno desses colchões.

Já faz um tempo que não me corto mas mesmo assim... Mesmo assim, ela ralhou comigo porque meu corpo não foi mapeado corretamente. Minha "mãe" reparou uma cicatriz antiga que não tinha visto e deixou em aberto nossa discussão. É o primeiro dia do mês e tudo foi inciado com o discurso de sempre como se ela seguisse um tutorial genérico de " como perturbar pessoas". Evito falar sobre isso, sobre muita coisa na realidade e algumas pessoas se sentem estranhamente atraídas por esse silêncio. Às vezes eu tenho medo algumas pessoas.


Mas para vocês jamais pouparia palavras, e nem para M. Ele sabe praticamente tudo sobre séries, filmes, super-heróis. Nenhum de nós tinha amigos então ele passou tempo demais assistindo TV, e eu com meus fones de ouvido. Era o início dos nossos vícios contraditórios.


Eu queria pedir um comprimido para dor de cabeça, mas depois daquela noite no hospital... Falar sobre remédios com qualquer pessoa me deixa envergonhada.

domingo, 26 de março de 2017

I'm going back to my roots


Não era a pior das intenções mas aquelas palavras me afetaram muito e os fones estão em algum lugar que não lembro. Isso me deixou um pouco mais triste esta manhã.

Dez dias naquele estado quase que cataléptico. Cheiro de frio se torna familiar e as cobertas quentes devoram meu corpo, puxando para o fundo. Eu me agarro nessas certezas artificiais, apenas por acomodação. Aliás, a bulimia me foi bastante cômoda por tempos, mãos que secam minhas lagrimas e percorrem por minha garganta. Tudo acontece, uma questão de segundos para dilacerar meu estômago e consequentemente aquele recorde de que me orgulhava tanto. "Um mês e 2 dias sem bulimia". Sou a bela duma farsa.

Mas aceito sugestões de músicas. Irei roubar os fones de alguém e ouvir tudo com carinho. Espero qualquer coisa para sair deste buraco emocional.




quinta-feira, 16 de março de 2017

Not a mermaid


Quando tinha 11 anos, eu escrevi uma carta dizendo o quanto gostaria de pegar uma caneta, furar meu pescoço e sangrar até a morte. Gritaram dizendo que garotinhas jamais deveriam pensar coisas como essa, fui proibida. Hoje vi um lago bonito pela janela do carro, algo me fez querer adormecer debaixo dele.


Eu estava indo para um aniversário. Refrigerante. A água daquele lago preenchia meus pulmões, a cada gole. Foi terrível. Então a culpa me fez recusar um segundo pedaço de bolo, o anfitrião da festa expressou sua cólera. Palavras tão afiadas como facas.
"Você não pode ficar mais gorda do que já está. Coma."

"Não, obrigada."


Eu preciso mesmo recusar todas as vezes?
Os dias viraram loops infinitos.


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Mad Wold era à única que conhecia do Tears for Fears. 
Pale Shelter é realmente lindíssima. Não conheço toda a letra, mas meus lábios  insistem em se mover. "You don't give me love"
Obrigada GK.